segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Direto do paddock (2)

O automobilismo brasileiro nunca viu nada parecido. Embora tem quem queira criticar este nobre campeonato, a Copa Nextel Stock Car vive seus momentos de glória. Pude conferir a categoria de pertinho na etapa de Londrina.

Já tinha tido a oportunidade de assistir à Stock, mas confesso que 2008 foi o ano mais bem sucedido. Consegui duas credenciais (com direito a visitação aos boxes e camarote), uma minha e a outra para o meu tio.

A programação, estabelecida pela Rede Globo, era uma das piores possíveis. Não vi os treinos, disputados em dia de semana e no período da manhã, e tive que perder uma prova do meu colégio para acompanhar a corrida, no último sábado, às 10h15 locais. Mesmo com este fator negativo, o público (cerca de 22 mil pessoas) compareceu em peso ao autódromo Ayrton Senna, em Londrina.

Cheguei, sem maiores problemas, em pleno horário de circulação no paddock, faltando pouco menos de meia hora para a abertura dos boxes. Creio que aproveitei ao máximo minha credencial. Brindes, autógrafos e fotos de um ambiente fantástico. Se um dos objetivos da organização é tratar bem seu espectador, acertaram em cheio. Das minhas aquisições, destacam-se um boné da RC Eurofarma, um Red Bulletin, um guia da Copa Nextel, adesivos da Texaco, um kit de montar um carrinho de papel da Goodyear, banners de Átila Abreu e Daniel Serra e autógrafos de Guto Negrão, Lico Kaesemodel, Átila Abreu e Giuliano Losacco.

Evidentemente, a equipe mais badalada era a de Rosinei Campos, onde todos queriam ver Cacá Bueno (este por sua vez, que conduziu um carro promocional da categoria por algumas ruas da cidade na quarta-feira). Antes de subir para os camarotes, ainda consegui fazer com que o locutor da categoria, uma figuraça, mandasse um abraço para ‘o pessoal do kart de Londrina’.

Meu camarote era o da Nutribless, fornecedora alimentícia das equipes. Por conta disso, nada a reclamar com relação aos comes e bebes, maravilhosos. É fato que a localização não é das melhores - só se pode ver as duas retas do circuito. Por conta disso, a TV foi bastante útil.

Nada que possa atrapalhar uma manhã de sábado inesquecível. A badalação do paddock, o conforto do camarote e a emoção de ver aqueles carros magníficos, donos de um motor ensurdecedor, cruzando a reta oposta, já fazem de qualquer dia um grande dia.

A prova


A corrida da V8 não foi das mais emocionantes em Londrina, algo que não é surpresa para ninguém - o estreito, porém técnico circuito, não oferece pontos de ultrapassagem. Thiago Camilo venceu de ponta a ponta, tendo um renovado Giuliano Losacco em segundo, completando a dobradinha da Texaco. Allam Khodair faturou a terceira posição, após resistir aos ataques de Ricardo Mauricio, Ingo Hoffmann, Marcos Gomes e Popó Bueno.

Playoffs

O resultado está sob júdice (leia mais aqui), mas, por enquanto, os dez classificados para a fase final da categoria são: Marcos Gomes, Ricardo Maurício, Thiago Camilo, Cacá Bueno, Valdeno Brito, Allam Khodair, Átila Abreu, Giuliano Losacco, Alceu Feldmann e Luciano Burti.

Stock Jr


Depois dos embates da V8, o público ainda pôde presenciar a corrida da Stock Jr. Vi a largada na arquibancada do oval, mas acompanhei o restante da prova no kartódromo. Paulo Salustiano não teve dificuldades para vencer a prova, que contou com apenas doze carros no grid. O destaque negativo fica por conta da segurança. Fiquei sentado na mureta que antecede a barreira de pneus para ver os carros mais de perto e não sofri nenhuma advertência que não seja do meu tio.

3 comentários:

João Garays disse...

Pra quem tem credenciais talvez os organizadores da Stock consiga tratar bem, como vc disse. Mas para quem assiste das arquibancadas como eu (pelo menos em interlagos, nunca assisti em outro autódromo) a Stock trata muito mal quem quer assistir a corrida e paga o ingresso. Quem gosta de corrida e paga ingresso em Interlagos, assiste a corrida de um lugar ruim, fica torrando no sol, tem que chegar bem cedo no autódromo para pegar um lugar menos ruim. Enquanto um monte de gente vestida com roupas de produtos farmaucêuticos, que nem sabem, quem está correndo. Ficam em lugares com melhor visualização e na refrescante sombra. Dificilmente eu vou na Stock, hoje em dia. só em corridas muito especiais, como a última do ano. Só vou pq será a ultima corrida do Ingo. Mas, enquanto tratarem o público que paga ingresso dessa forma, vou ir cada vez menos na Stock. Grande abraço.

srzd disse...

Olá,

Aqui quem fala é o Gustavo Coelho, do Blog F1 Grand Prix. Desde o início de agosto, estou trabalhando como editor do site Pit Stop, hospedado no portal SRZD. O Pit Stop é um site de automobilismo novo em folha e com uma proposta diferente: unir as notícias mais recentes com textos sobre curiosidades e histórias do esporte a motor mundial.

Muito em breve, vamos inaugurar uma seção de "Parceiros" no Pit Stop. Estamos procurando blogueiros que estejam interessados em colocar o nosso banner em seus blogs para constar na lista de links do Pit Stop com mais destaque. Aqueles que colocarem só o nosso link também vão entrar na lista de Parceiros, mas com um pouco menos de destaque.

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Desde já, muito obrigado pela atenção.

Grande abraço,

Gustavo Coelho
Site Pit Stop – www.srzd.com/editoria/pitstop

André Casaroli disse...

João, obrigado pela informação - não sabia que a Stock tratava mal grande parte de seus torcedores. Para ser sincero, das três vezes que fui ver a Stock aqui em Londrina, uma não foi nem na arquibancada, e sim no alambrado mesmo, muito próximo à pista. Isso foi em 2003. Lembro que tinha chovido bastante na véspera, ou seja, o que já não era uma infra-estrutura tão requintada tornou-se um chiqueiro enlameado (mas nessa parte a responsabilidade, creio eu, é do próprio autódromo, que não ofereceu instalações adequadas).